SANDRO GOMES DE OLIVEIRA. Diretor do Centro de Educação Teológica e Evangelística Shekinah.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

ONDE DEUS MORA?

Existe algum lugar em especial onde Deus more? Onde fica?
     A Bíblia ensina que a presença de Deus está em cada ponto do universo. Isto não significa que o ente "Deus" esteja espalhado por todo lado; significa apenas que Deus sabe o que está acontecendo em toda parte, o tempo todo. Quando o rei Salomão orou ao dedicar o templo de Jerusalém, tinha consciência deste fato: "Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que o céu, e até o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos esta casa que edifiquei!" (I Reis 8.27).
     Todavia, a Bíblia afirma também que existe um determinado lugar onde Deus habita. O lugar de habitação de Deus é conhecido por diversos nomes, mas o mais conhecido é "céu". "Atenta lá dos céus e vê, lá da tua santa e gloriosa habitação..." (Is. 63:15).
     Outra designação é "alto e santo lugar". "Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito..." (Is. 57:15).
     Os céus também são chamados de "o trono de Deus". "Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus" (Mat. 5.34).
     Jesus referiu-se aos céus como sendo a casa de seu Pai. É onde os crentes habitarão. "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito;  vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também" (João 14.2,3).
     Tiramos as seguintes conclusões sobre a morada de Deus:
1. Embora a presença de Deus esteja em todo o universo, ele habita num local conhecido como céu.
2. Tomando por base as referências da Bíblia, entendemos que o céu é um local real - embora não seja material, geográfico - onde Deus reside e para onde os crentes um dia irão, juntando-se, assim, assim, a ele.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

A “verdade” da boca dos pequeninos A pedagogia do ódio



     Se você quiser saber qual é a verdadeira essência do conflito entre palestinos e israelenses, não pergunte aos políticos ou aos diplomatas. Vá falar com os especialistas: as crianças palestinas.
         Diferentemente do que ocorre na maior parte do mundo, as crianças palestinas prestaram muita atenção ao que seus líderes e mestres lhes ensinaram – e estão dispostas a colocarem prática tudo o que aprenderam. Por exemplo, crianças palestinas entrevistas pela TV palestina declaram com toda clareza  e sem demonstrar a menor dúvida: que Israel não tem direito de existir, que seu alvo e razão de viver é a destruição de Israel e que estão dispostasa sacrificarsuas vidas para expulsar todos os israelenses.
         “Eles (os judeus) vieram para roubar a Palestina de nós; isto é, Tel Aviv, Yaffo, Haifa, Acco, Ramla. Todas essas cidades pertencem à Palestina”,  explicou um adolescente entrevistado. Suas palavras refletem os efeitos de muitos anos do doutrinamento realizado pelo Autoridade Palestina (AP). “Nós esperamos, esperamos, esperamos, e eu insisto que as nações árabes e os países estrangeiros, todos os países do mundo, apoiarão os palestinos no esforço para expulsar os israelenses... Precisamos afugentar todos os israelenses da Palestina... pois os judeus vieram da Holanda, da América, do Irã.”
         As  crianças enfatizam sua determinação de continuar lutando, geração após geração, “até que a Palestina esteja liberta”.  Alé disso, elas não têm medo de morrer nessa luta, pois ela é “shahada” – morte por Alá. “Mesmo que todas as crianças palestinas, todos os jovens palestinos, as mulheres palestinas e os homens palestinos morram, nós não capitularemos!”
         Nada disso surpreende aqueles que prestam atenção ao que é ensinado na TV e no sistema educacional palestino. Nos livros escolares da AP, Israel não aparece nos mapas da região. Seus historiadores negam a história de Israel e seu direito de existência. Os professores de todos os níveis ensinam que Israel é um implante estrangeiro e colonialista na região. Apesar da declarações em contrário, os livros editados pela AP continuam deslegitimizando e menosprezando Israel, dizendo tratar-se de um dominador estrangeiro: “A Palestina sofreua ocupação britânica após a Primeira Guerra Mundial e a ocupação israelense a partir de 1948”.
         Às crianças é ensinado que Israel é parte (do Estado) da “Palestina”: “Entre as famosas montanhas no Sul da Palestina estão as de Beersheva e do Neguev”. Acerca dos manciais de água “Palestinos” as crianças aprendem: “O mais importante é o lago de Genesaré...”
         Mensagens com esse teor, que tiram a legitimidade de Israel, foram confirmadas pelo primeiro-ministro Ahmed Qorei. Existem gravações de seus discursos em que rejeita a ideia de Israel como Estado judeu. “O presidente Bush afirmou que Israel é um país judeu, o que é motivo de preocupação. Isso não deveria ter sido dito.”
         Historiadores ligados à AP aparecem com frequencia na TV educativa para reforçar essa mensagem. Recentemente, o historiador e moderador Dr Isam Sisalem confirmou uma vez mais o que já havia afirmado em muitos outros programas: Os judeus não têm história nem vínculo algum com esta terra. Eles não são nada mais que um ‘tumor cancerígeno’ implantado pelos britânicos para controlar o Oriente Médio”. No mesmo programa educativo, outro historiador relembrou a tristemente célebre falsificação anti-semita “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, que descreveu com um dos pilares do primeiro Congresso Sionista de 1897: “No Congresso de Basiléia, o Movimento Sionista começou a planejar a exploração do jogo de poder na Europa e no Oriente Médio”, disse o Dr. Riad Al-Astal, docente em História da Universidade Al-Azhar em Gaza.
         Portanto, quando as crianças palestinas dizem na TV que querem destruir Israel para libertar “Tel Aviv, Yaffo, Haifa, Acco e Ramla” e que desejam expulsar os judeus, estamos vendo que elas repetem com exatidão a mensagem que lhes foi incutida pela AP.
         É alarmante constatar comoos anos de doutrinamento anti-israelense foram eficientes. A juventude palestina aprendeu: os judeus não possuem qualquer vínculo com Israel, este país não tem direito à existência e o alvo supremo da próxima geração é eliminar Israel,  mesmo que isso custe sua vida.
         A essência do conflito é o direito de existência de Israel – e não uma questão de fronteiras, de territórios e refugiados. Negociações de paz que não alterem o sistema educional palestino e que não impeçamos doutrinamento continuarão funcionando apenas no papel e estarão,  de antemão condenadas ao fracasso. Os alunos palestinos já aprenderam isso. Nós é que, provavelmente, teremos de repetir o ano. (Itamar Marcus e Barbara Crook)

Fonte: Notícias de Israel,  abril de 2004 – Chamada da Meia-Noite – Porto Alegre/RS - Brasil
    

quarta-feira, 17 de julho de 2019

CINEASTA IRLANDÊS SURPREENDE SEU PAÍS - Reflexão




     Uma postura anti-israelense sempre agrada o público na maioria dos países. A Irlanda é um deles, já que a antiga relação do IRA com a OLP está profundamente arraigada na mente das pessoas. Mas, um cineasta irlandês deu uma surpreendente meia volta nesse assunto.
     O cineasta irlandês Nicky Larkin causou furou em seu país. Ele é uma das personalidades mais proeminentes no mundo do cinema local. E nunca fez segredo de suas opiniões políticas. Em relação a Israel, ele também estava plenamente afinado com a tendência generalizaa de seu povo, onde a opinião pública é majoritariamente contrária a Israel. A onda de indignação que ele desencadeou deveu-se a um texto publicado no site www.independent.ie. Sua frase de abertura já deixou muitos leitores pasmos: “No passado eu odiava Israel”. E ele continuou escrevendo: “Mas agora eu abomino o terrorismo palestino. Acabei reconhecendo porque Israel precisa ser inflexível”. Larkin tenta explicar a seus leitores o porquê dessa mudança de postura.
     Em seu relato, feito de um modo muito especial,  Larkin conta sobre sua estada no Oriente Médio. Ele havia planejadoa viagem coletar material para seu novo filme acerca do conflito israelense-palestino. Pôs-se a caminho com ideias pré-concebidas, marcadamente de rejeição ao sionismo. Continua seu relato dizendo que, afinal, no passado sempre apoiou campanhas pró-palestinase contra o Estado de Israel. O filme que ele  queria rodar na regiãose propunha a entoar “mais hinos à luta palestina”. Mas foi justamente a visita ao Estado de Israel, olhado com desconfiança por ele, que o levou a mudar radicalmente sua opinião.
    Permaneceu sete semanas na região. Passou a metade do tempo em Israel e a outra metade na Margem Ocidental. Ele relata que o mantra dos mártires o acompanhou passo a passo no lado palestino. Isso o deixou pensativo, pois sempre havia se empenhado por uma solução pacífica do conflito. Mas, perguntava-se ele, sua postura pró-palestina baseada em uma luta não-violenta poderia ser conciliada com as declarações dos maiores expoentes da Autoridade Palestina, que não rejeitam qualquer forma de violência, pelo contrário, a enaltecem e justificam?
    Ele ficou definitivamene confuso quando encontrou pichações na Margem Ocidental não somente engrandecendo a violência em si mas viu inúmeras cruzes suásticas pintadas em paredes e muros.
    Isso permitiu, pela primeira vez, que ele conversasse de forma menos parcial e desconfiada com os israelenses, com gente simples nas ruas. Larkian escreveu em seu artigo: “De repente eu comecei a compreender como o isolamento é percebido pelos próprios israelense, um isolamento que já começou com os guetos na Europa e teve sua próxima estação em Auschwitz”. Ficou conhecendo melhor o que a violência significa para os israelenses, por exemplo, o que se passa no íntimo de um jovem soldado que se vê diante de outros jovens que acatam a pedradas a ele e seus companheiros de farda. Deu-se conta de como a população civil tenta levar uma vida normal e procura manter a rotina mesmo durante os ataques dos foguetes palestinos. Sentiu o que isso desencadeia nas almas das crianças. Resumindo: ele viu o terrorismo transformando vidas.
   “Para mim, foi nesse ponto que começou uma viagem intelectual cujo final não encontrou muito entusiasmo na minha pátria. O problema começou quando voltei par a casa com o filme na bagagem, quando cheguei à Irlanda e tentei mostrar os dois lados da moeda. Na realidade, existem mais do que duas faces, pois nada é preto-e-branco.
   Por isso chamei meu filho de “Quarenta nuances de cinza”. Mas em Dublin todos só queriam admitir um lado. Inaceitável não era só o outro lado – era qualquer tom de cinza e qualquer diferenciação”.
    Larkin declarou sentir-se grato por ter desencadeado uma discussão pública em seu país. “Um artísta também tem a tarefa de fazer perguntas incômodas. Nem sempre devemos tentar agradar o público”. Ele mencionou que agora existem diversas teorias conspiratórias anti-israelenses circulando a respeito de sua mudança de opinião. “No nível privado, muito discretamente, alguns irlandeses entram em contato comigo, pessoas que rejeitam o apoio cego à causa palestina. Mas eu lamento dizer que eles não se manifestariam publicamente a favor de Israel”. (Zvi Lidar).
Fonte: Notícias de Israel - Obra Missionária Chamada da Meia-Noite - Agosto de 2013 - Porto Alegre, RS – Brasil.
    

sábado, 6 de julho de 2019

SE JESUS NÃO HAVIA PECADO, POR QUE FOI BATIZADO?




A Bíblia confirma que Jesus não tinha pecado: “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Heb. 4:15). Ela esclarece também que o objetivo do batismo é a confissão pública de pecados: “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados... (At. 2:38). Se apenas os pecadores deviam ser batizados, por que Jesus se submeteu ao batismo, uma vez que nele não havia pecado?
Esta  dúvida surgiu quando Jesus foi até João, para ser batizado. João não queria batizá-lo, porque percebeu que ele era o Messias prometido, não tendo, portanto, pecado. Tentou, inclusive, impedi-lo: “Mas João o impedia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” (Mat. 3:14). A resposta de Jesus é altamente instrutiva: “Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça” (Mat. 3.15). Depois disso João o batizou, mesmo sabendo que não havia pecado nele.
O que foi, então, que Jesus quis dizer com “cumprir toda a justiça”? A Bíblia registra que Cristo veio à terra para ter uma vida perfeita. Isso o capacitou a ser o sacrifício por nossos pecados na cruz do Calvário. Sua vida é o exemplo de como devemos viver. Os que nele creem são instruídos a seguir esse exemplo. Ele insistiu então para ser batizado, a fim de dar o exemplo de conduta do cristão.
Além disso, ao ser batizado, Jesus estava se consagrando publicamente à vontade de Deus. Muito embora não tivesse pecado, que melhor maneira de iniciar seu ministério do que identificar-se simbolicamente com os pecadores?
Fonte: Stewart, Don – 101 perguntas que as pessoas mais fazem sobre Jesus – Rio de Janeiro: Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB, 1988.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

JERUSALÉM: Uma Cidade Com Alma



     Próxima à estrada que vai de Jerusalém para Belém, está um campo que permanece vazio desde o final dos anos 1980. Os Estados Unidos o designaram como o terreno para a Embaixada americana.
     Desde que o Ato da Embaixada de Jerusalém foi assinado e se tornou lei em 1995, as resoluções do Congresso americano para relocar a embaixada de Tel-Aviv para Jerusalém têm sido deixadas de lado por presidentes que impõem atrasos sucessivos de seis meses paa a mudança.
     O atual governo americano está até questionando se Jerusalém é de algum modo parte de Israel, e afirma que o status da cidade só será determinado durante futuras negociações. O atraso, em grande parte, tem a intenção de apaziguar os inimigos árabes de Israel, que declaram quase que diariamente sua determinação de nunca reconhecer Jerusalém como capital de Israel ou Israel ou Israel como uma nação judaica.
     Para exacerbar a questão, existe a escalada da contenda anti-sionista no Ocidente, afirmando que os israelenses são ladrões de terra, intrusos ocupando terras alheias, que devem ser mantidos sob controle pelas autoridades internacionais, as quais ditam onde as fronteiras são traçadas e quem fica com qual porção de terra.
     Faltando está qualquer semelhança com a verdade e a justiça. Um acordo justo demanda uma escolha entre adotar um arbítrio político revisionista ou o fato histórico inegável.
     De início, a alegação de que os muçulmanos são anteriores aos judeus naquela região e que o povo judeu nunca habitou Jerusalém antes dos tempos modernos é rídicula. Afirmar que os patriarcas judeus eram islâmicos e que Jesus era um palestino defensor da liberdade teria sido embaraçoso em uma época mais racional.
     Na verdade, a reivindicação que o islamismo faz de Jerusalém é um adendo baseado em uma lenda, sem nenhum suporte de documentação histórica. E, embora os muçulmanos venerem o Domo da Rocha e a Mesquita al-Aqsa no Monte do Templo, Jerusalém não é centro mundial da religião islâmica. Tal honra reside em Medina e em Meca, na Arábia Saudita. É para a pedra da caaba, em Meca, que os muçulmanos afluem aos milhões anualmente, não ao Muro Ocidental ou ao Monte do Templo, cujo controle foi, incidentalmente , cedido aos palestinos através de uma acordo imposto de dois Estados.
     Assim, quando o embaixador de Israel nos Estados Unidos, Ron Mermer, no Dia de Jerusalém, em maio de 2014, publicamente incitou o Congresso a mudar a Embaixada, ele tinha os fatos e a justiça ao seu lado. “Já está ‘finalmente’ na hora”, disse Dermer, ‘de os Estados Unidos reconhecerem Jerusalém como a capital “indivisível” de Israel e de mudarem sua Embaixada para lá”.
     O apelo de Dermer vai muito além de uma manobra diplomática. Ele reflete uma essência que não é incorporada por nenhuma outra cidade sobre a face da terra. Há muito tempo, Elhanan Leib Lewinsky, escritor hebreu sionista, declarou: ‘Sem Jerusalém, a terra de Israel é um corpo sem alma”. É verdade!
     Outras capitais de países podem ser apreciadas por sua beleza, podem ser fortalezas de poder, centros de comércio e governo. Mas somente Jerusalém representa a alma de uma nação. Por mais de 3.000 anos, desde que o rei Davi comprou o que hoje o Monte do Templo (Monte Moriá|) e estabeleceu Jerusalém como a capital permanente do povo judeu, cada página significativa da sua história – bíblica ou secular – é selada com a autenticação de propriedade judaica.
     Talvez o mais notável seja que Jerusalém, subjugada e reduzida a escombros, jamais tenha sido eliminada dos anseios coletivos do povo judeu. Junto aos rios da longínqua Babilônia, os judeus exilados pranteavam por Jerusalém com os mesmos sentimentos saudosos que as modernas gerações da Diáspora:
     “As margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas, pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião. Como, porém, haveríamos de entoar o canto do Senhor em terra estranha? Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria” (Sl 137.1-6).
     Tampouco os cristãos estão imunes à atração do amor por Jerusalém. Ela é o berço da Igreja e a origem de mais de 2.000 anos de proclamação do Evangelho da paz e reconcilição com Deus.
     Uma Jerusalém não-dividida, em um país (Israel) que dá plenos direitos e privilégios de cidadania igualmente a judeus, árabes e cristãos, não é obstáculo, mas uma solução. Ignorar o óbvio e retornar a uma cidade dividida, que separa o povo judeu de seu berço natal não beneficiará ninguém; ao contrário, piorará as coisas e permanecerá como um dos maiores erros da história. (Israel My Glory)
Elwood McQuaid é consultor editorial de The Friends of Israel.
Fonte: Notícias de Israel, Março de 2015, Chamada da Meia-Noite, Brasil

terça-feira, 18 de junho de 2019

MESSIAS, CHRISTÓS, MASHIACH, UNGIDO



     À medida que ensinamos a Bíblia, ficamos sempre surpresos por ver quantas pessoas não percebem que o nome de Jesus não “Jesus Cristo”.
     A palavra Cristo é o equivalente [em português] da plavra grega Christós. Christós é o equivalente grego da palavra hebraica Mashiach. Messias é o equivalente [em português] da palavra Mashiach. Todas essa palavras significam a mesma coisa: “Ungido”.
     Dizer “Jesus Cristo” é o mesmo que dizer “Jesus, o Messias”, ou, em hebraico, Yeshua (Jesus) Hamashiach (o Messias).
     Cristo é um título, não um nome. Jesus é o Cristo – o Messias, o Ungido. Sessenta e nove vezes no Novo Testamento Ele é chamado de “Cristo Jesus”. Na linguagem de hoje, a combinação nome-título é equivalente, por exemplo, “presidente Lincoln”.
     Vendo os dois adventos do Messias nas Escrituras, mas incapazes de entender que ambos se referem à mesma Pessoa,  alguns estudiosos judeus criaram a teoria dos dois Messias. O servo sofredor, a quem eles denominaram “Messias ben Yosef” e o Messias que reina e governa, a quem eles chamaram de “Messias ben David”. A palavra hebraica ben significa “filho”.
     É interessante que o nome verdadeiro de Jesus teria sido Yeshua ben Yosef, que quer dizer “Jesus, filho de José”. No entanto, Ele também é Jesus,  filho de Davi” porque, em Sua encarnação, nasceu  como descendente direto da linhagem do rei Davi e como herdeiro do trono. Portanto, ambos os nomes escolhidos pelos rabinos aplicam-se a Ele. (Israel My Glory)
Thomas C. Simcox é coordenador de treinamento de ministérios eclesiásticos de The Friends of Israel.
Fonte: Notícias de Israel, dezembro de 2014, Porto Alegre/RS , Brasil, Periódico da Obra Missionária Chamada da Meia-Noite.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

"TÍTULOS" NO NOVO TESTAMENTO

     Os "títulos" que o Novo Testamento usa para descrever os servos de Deus refletem muito fortemente a verdade descrita acima. No texto original, a ideia de homens e mulheres reinando e governando sobre outros na Igreja não existe de forma alguma.
     Em muitos casos, porém, as tradições e práticas atuais das igrejas ligadas à tradução deturpada de vários versículos da Bíblia transmitem um sentido errôneo. Muitas vezes, o verdadeiro significado da terminologia foi grandemente distorcido ou já se perdeu em nossa geração moderna.
     Talvez o melhor exemplo deste problema seja a palavra "ministro". Hoje, o pensamento comum é que um "ministro" é alguém que "comanda" a igreja. Esta pessoa tem um título oficial, uma posição religiosa, talvez tenha também ornamentos especiais que veste para distinguir-se dos outros e, em geral, é elevada acima dos outros. Geralmente, espera-se dos membros um maior grau de respeito, semelhante ao que alguém daria a uma dignitário político.
     Contudo, a revelação nas Escrituras sobre o que é ser um "ministro" é muito diferente. Na verdade, há três palavras gregas diferentes que são traduzidas como "ministro". A primeira é DIAKONOS, que significa "servo" ou "atendente". A segunda palavra, LEITOURGOS, refere-se a alguém que servia o público de uma maneira especial, por conta própria. A terceira palavra, HUPERTES, originalmente, significava "remador inferior", que era uma classe de marinheiros. Sem dúvida, nenhum desses marinheiros estaria no comando do navio. Mais tarde, passou a significar qualquer subordinado agindo sob a direção de outro.
     Algumas outras palavras que se relacionam com o pensamento de serviço espiritual são: DOULOS, um escravo cativo; OIKETES, um servo doméstico; MISTHOS, um servo contratado; e PAIS, um servo menino. (Definição do Dicionário Expositor de Palavras do Novo Testamento, de W.E. Vine).
     Nada em qualquer dessas palavras sugere o conceito que comumente encontramos na Igreja, hoje. Servos não dizem o que fazer àqueles a quem estão servindo. Não são aqueles função é assistir aos outros, servindo-os de maneira humilde. Nestes termos não descobrimos exaltação do "ego", elevação aos olhos do mundo e nem posição especial de respeito social. Encontramos o verdadeiro oposto disso.
     O uso destes vocábulos sugere que aquelas pessoas  humilharam-se  e se tornaram-se servas genuínas, seguindo o exemplo de nosso Senhor Jesus por toda Sua vida (Fp 2.8). Com esta breve investigação, parece que a palavra "ministro" tornou-se tão mal empregada na Igreja, que, virtualmente, passou a significar o oposto do que significava no tempo de Jesus.

Fonte: Autoridade Espiritual Genuína. Por David W. Dyer. Tradução: Maria Regina Vidal Eliasquevici. Publicação: Ministério Grão de Trigo