SANDRO GOMES DE OLIVEIRA. Diretor do Centro de Educação Teológica e Evangelística Shekinah.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Remadores do Último Porão - Reflexão



O escritor José Rodrigues, em seu livro A Ação da Cruz, salienta de forma emocionante o perfil de um escravo do último porão na época do Império Romano. Vejamos um sucinto comentário feito a seguir pelo Pastor J. Rodrigues:
A língua grega apresenta pelo três variantes para palavra servo, ou, originalmente falando, escravo. Uma delas é a palavra upêdêtê. A que classe pertencia este tipo de escravo? Os “upêdêtês” faziam parte de uma classe de escravos condenados à morte pelo Império Romano. A sentença para esses condenados era de que deveriam remar até à morte. Estes escravos chamados também de “remadores do último porão”.
“Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, com se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens”. (1 Coríntios 4.9)
Você pode imaginar qual palavra grega o apóstolo utiliza para empregar o termo “ultimo lugar” neste texto? O termo utilizado ali é exatamente a palavra upêdêtê, “escravo do último porão”.
Como podemos ver, o apóstolo Paulo, de alguma forma, está se comparando àquele escravos das profundezas dos navios mercantes. Tal comparação torna-se mais evidente, quando lemos o restante do verso e notamos o termo como se fossemos condenados à morte. Com essas duas citações, Paulo não poderia estar pensando em mais nada, a não ser naqueles escravos condenados à morte. Além disso, a palavra espetáculo nos dá mais indicações. Em Roma, para diversão do povo, os escravos obrigados a participar dos jogos, onde deveriam lutar com gladiadores até a morte. Em tais confrontos, existia apenas uma com vida. Para os romanos, nenhum espetáculo era mais animador do que ver a cabeça de um condenado rolar pela arena após um combate mortal. Por tudo isso, Paulo escreve pensando naqueles escravos.
Escravo não deve viver em busca de elogios ou agradecimentos; escravo é escravo. Sua vida resumi-se em diminuir em favor do crescimento de Cristo. Esta é a filosofia da cruz, consequentemente, o caminho da glória eterna. Assim agem os verdadeiros servos: não fazem questão de serem vistos ou de terem seus nomes citados. Talvez os atos desses homens nunca serão reconhecidos. Mas, nas galerias celestiais, eles brilharão como o sol na força do meio dia. (Ler Jo 3.30; Sl 115.1).

No serviço do Mestre, Sandro Gomes. E-mail: prsandrogomes@gmail.com

domingo, 8 de abril de 2012

A origem dos ovos e coelhos nessas festividades pagãs

Você que se diz cristão e comprou ovos e distribuiu ou ganhou. Tenha certeza que você exaltou a Eostre. Leia e visite o link abaixo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eostre Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora”. É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara. Posteriormente, a igreja católica acabou por a Páscoa às festividades pagãs de Ostara e absorveu muitos de seus costumes, inclusive os ovos e coelhinho da Páscoa.

Fonte: Por Eliane Meyer em Acorda Igreja!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Jesus - Nosso Verdadeiro Cordeiro Pascal

"Jesus não é um mito. Não é também, uma aparição incorpórea, nem uma emanação de um Deus distante e inacessível, em uma forma humana idílica criada pela mente dos homens sob pressão das necessidades, antagonismos e opressões do mundo. Jesus não é uma ilusão ( de uma realidade) de mentes assustadas em busca de um ser superior. Jesus é uma realidade histórica, é uma pessoa real, objetiva, tangível. Ele é o verbo feito carne que entrou na contigênica da história." - (Teologia Dinâmica do N.T. p.24 - Por Delcyr de Souza Lima).

ASSIM FOI JESUS

"Não foi médico, mas curou doentes e até ressuscitou mortos. Não foi advogado, mas conhecia, interpretava e aplicava a lei às relações humanas. Não foi escritor e, ao que se sabe, nunca escreveu um livro, mas apenas uma frase escreveu na areia, que o tempo apagou no mesmo dia. Sobre Ele já se escreveram milhares de livros e sua história já está traduzida para mais de 1763 línguas e dialetos. Não foi orador e, todavia, "ninguém falou como ele" , tal a simplicidade com que se comunicava com o povo. Não foi poeta, mas inspirou a centenas de poetas que escreveram poesias imortais e cânnticos que ainda hoje são entoados por milhões de vozes. Não foi músico, mas inspirou Mozart, Schubert, Beethoven, Bach, Mendelson e tantos outros. Não foi artista, escultou, mas sua vida impressionou Rafael, Miguel Ângelo, Hofmann e centenas de outros que nos legaram esculturas e quadros famosos. Não foi arquiteto, mas projetou a mais sublime das arquiteturas, transformando a vida humana para o engrandecimento do céu. Não foi estadista, nem aspirou a qualquer cargo oficial, mas, em verdade fundou um reino e ditou sua própria constituição - o sermão da montanha."

Fonte: Do livro Galileu sem igual (A Bíblia no Brasil - SBB).

Nesta semana que se comemora a Pascoa, que venhamos refletir nesta incontestável verdade: no Getsêmani, Cristo Jesus foi traido, no Gábata , Ele foi entregue para ser crucificado pelos nossos pecados, já no Gólgota, foi crucificado; mas, na Galiléia, encontrava-se ressurreto e triunfante sobre o mundo, o pecado e sobre a morte.

No serviço do Mestre, Sandro Gomes. E-mail: prsandrogomes@ig.com.br

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Diga não as modernas indulgências


1517

Martinho Lutero afixa As noventa e cinco teses

"Tão logo a moeda no cofre ressoa, a alma sai do purgatório." Essa era a curta mensagem musicada de propaganda de João Tetzel, o homem autorizado a conseguir dinheiro para construir uma nova basílica em Roma. Seu esquema para o levantamento de fundos — a venda de indulgências — era, simplesmente, a venda do perdão. "Faça com que os seus entes queridos, que já partiram, saiam do purgatório por uma pequena taxa e ganhe algum crédito adicional para os seus pecados."
A corrupção reinava na igreja. Os cargos eclesiásticos eram comprados por nobres ricos e usados para alcançar mais riqueza e mais poder. Um desses nobres foi Alberto de Brandemburgo, que pedira dinheiro emprestado para se tornar arcebispo de Mainz e que precisava encontrar um modo de pagar seu empréstimo. O papa autorizou a venda de indulgencias na região de Alberto, contanto que metade do dinheiro coletado fosse usada para a construção da Basílica de São Pedro em Roma. O restante do valor levantado iria para Alberto. Todos estavam felizes, a não ser certo número de alemães devotos, dentre os quais estava Martinho Lutero.
Tetzel, monge dominicano e pregador bastante popular, tornou-se o comissário das indulgências. Ele viajava de cidade em cidade, proclamando seus benefícios: "Ouça a voz de seus entes queridos e amigos que já morreram, suplicando-lhes e dizendo: 'Tenha pena de nós, tenha pena de nós. Estamos passando por tormentos horríveis dos quais você pode nos redimir, contribuindo com uma pequena esmola'. Vocês não desejam fazer isso?".
Lutero, sacerdote e professor de Wittenberg, opunha-se totalmente à venda das indulgências. Quando Tetzel chegou àquela localidade, Lutero redigiu uma lista de 95 queixas e a afixou na porta da igreja, que também servia como quadro de avisos da comunidade. O perdão divino certamente não poderia ser comprado e vendido, dizia Lutero, uma vez que Deus o oferece gratuitamente.
As indulgências, porém, eram apenas a ponta do iceberg. Lutero se rebelava contra toda a corrupção da igreja e pressionava para que uma nova compreensão da autoridade do papa e das Escrituras fosse adotada. Tetzel saiu logo de cena (morreu em 1519), mas Lutero prosseguiu, vindo a liderar uma revolução religiosa que mudou radicalmente o mundo ocidental.
Lutero nasceu em 1483, em uma família de camponeses em Eisleben, Alemanha. Seu pai, um mineiro, levou-o a estudar Direito, enviando-o à Universidade de Erfurt. Contudo, o fato de ele ter sido poupado da morte quando um raio caiu muito próximo dele fez com que Lutero mudasse de idéia. Ele entrou para um mosteiro agostiniano em 1505, tornando-se sacerdote em 1507. Reconhecendo suas habilidades acadêmicas, seus superiores o enviaram para a Universidade de Wittenberg a fim de que obtivesse o diploma em Teologia.
A inquietação espiritual que atormentava outros grandes cristãos, ao longo de todas as eras, também influenciou Lutero. Ele estava profundamente consciente do próprio pecado, da santidade de Deus e de sua total incapacidade de obter o favor divino. Em 1510, Lutero viajou para Roma e ficou desiludido com o tipo de fé mecânica que encontrou ali. Fez tudo o que pôde para ser verdadeiramente piedoso. Subiu, até mesmo, a escada de Pilatos, em que Cristo supostamente caminhou. Lutero orava e beijava cada degrau à medida que prosseguia, mas, mesmo ali, suas dúvidas ainda fervilhavam.
Poucos anos depois, voltou para Wittenberg como doutor em Teologia, para ensinar disciplinas relacionadas à Bíblia. Em 1515, começou a lecionar sobre a epístola de Paulo aos Romanos. As palavras de Paulo consumiram a alma de Lutero.
"Minha situação era que, apesar de ser um monge impecável, eu me punha diante de Deus como um pecador perturbado por minha consciência e não tinha confiança de que meus méritos poderiam satisfazê-lo", escreveu Lutero.
"Noite e dia eu ponderava, até que vi a conexão entre a justiça de Deus e a afirmação de que Ό justo viverá pela fé'. Então, entendi que a justiça de Deus é a retidão pela qual a graça e a absoluta misericórdia de Deus nos justificam pela fé. Em razão dessa descoberta, senti que renascera e entrara pelas portas abertas do paraíso. Toda a Escritura passou a ter um novo significado [...] esta passagem de Paulo tornou-se, para mim, o portão para o céu".
Assim, mais confiante em suas crenças e com algum apoio de seus colegas, Lutero sentiu-se livre para falar contra a corrupção. Ele já criticava a venda de indulgências e a adoração das relíquias mesmo antes de Tetzel aparecer em sua região. Tetzel simplesmente fez com que o conflito alcançasse uma posição de destaque. As noventa e cinco teses de Lutero eram profundamente restritas, caso consideremos a sublevação que provocaram. Afinal, eram apenas um convite ao debate.
Ele realmente conseguiu um debate, primeiramente com Tetzel e, mais tarde, com o renomado estudioso João Eck, que acusou Lutero de heresia. No primeiro momento, parecia que Lutero esperava que o papa concordasse com ele sobre o abuso na questão das indulgências. Conforme a controvérsia continuou, Lutero, porém, solidificou sua oposição ao papado. Em 1520, o papa emitiu uma bula (decreto) condenando as idéias do monge alemão, e Lutero a queimou. Em 152 1, a Dieta (concilio) de Worms ordenou que Lutero se retratasse. Ali, segundo a lenda, Lutero afirmou: "Não posso fazer outra coisa. Aqui estou. Deus me ajude. Amém".
Depois disso, Lutero foi excomungado, e seus escritos foram banidos. Para sua proteção, foi levado à força por seu patrono Frederico, o Sábio, e ficou escondido no castelo de Wartburg. Ali, ele trabalhou em outros escritos teológicos e na tradução do Novo Testamento para o alemão popular.
Contudo, a batalha apenas começava. Quando ousou fazer oposição ao papa, Lutero despertou os sentimentos de independência tanto nos nobres alemães quanto no povo em geral. A Alemanha se tornou uma colcha de retalhos, à medida que alguns nobres apoiaram Lutero e outros permaneceram leais a Roma. A Reforma já estava em preparação também na Suíça, liderada por Ulrico Zuínglio. A igreja e o Sacro Império Romano voltaram sua atenção para as batalhas políticas que se estenderam por toda a década de 1520. Quando decidiram agir de forma enérgica contra os reformadores, já era tarde demais.
Uma reunião realizada na cidade de Augsburgo, em 1530, chegou perto de fazer com que a causa luterana voltasse a ficar sob a tutela romana. Filipe Melâncton, amigo de Lutero, preparou uma afirmação conciliatória das idéias de Lutero, apresentando seu ponto de vista como um posicionamento fiel ao catolicismo histórico. Porém, o concilio católico exigiu concessões que Lutero não faria, e a ruptura se tornou definitiva.
Em retrospecto, parece que os acontecimentos da Reforma devem muito à personalidade única de Lutero. Se não fosse sua dúvida profunda, talvez jamais tivesse garimpado as verdades das Escrituras como fez. Sem seu zelo pela justiça, talvez nunca afixasse seu protesto na porta da catedral. Sem sua impetuosidade, talvez jamais atraísse um número significativo de seguidores. Ele viveu em um tempo propício às mudanças e era o homem indicado para fazer com que acontecessem.


Fonte: Os 100 Acontecimentos mais Importantes da História do Cristianismo .
           Por A. Kenneth Curtis - J. Stephen Lang e E. Randy Petersen - Editora Vida

domingo, 1 de abril de 2012

Reflexão do Missiólogo David Botelho

A cada dia nasce um milionário no Brasil



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A CADA 10 MINUTOS NASCE UM MILIONÁRIO NO BRASIL

Há algumas décadas o mundo conhecia o Brasil por suas favelas, crianças de rua, tribos indígenas - como se eles não fossem humanos - prostitutas e futebol. Não é que nada disso acabou, mas sempre o que chamava a atenção era o lado negativo de nossa nação. Ocorre que nestes últimos 15 anos a economia brasileira se estabilizou e começou a crescer de uma maneira nunca antes vista e isto levou a mudar a forma de olhar o Brasil.

Neste tempo temos visto muitas reportagens nos jornais e revistas de alto conceito do hemisfério norte destacando vários pontos positivos de nossa nação. Inclusive chegaram a sugerir como modelo econômico. Neste tempo a igreja evangélica apresentou um crescimento astronômico que em 20 anos duplicou o número de membros. Enquanto que o crescimento no envio de missionários transculturais foi proporcionalmente para o caminho inverso. Queremos compartilhar alguns pontos que consideramos importantes para uma reflexão.

O Brasil hoje

No final do ano passado tornou-se a sexta economia mundial superando a Grã Bretanha. Devido a crise à crise européia antecipou a previsão em dois anos. Tem a maior reserva de minério de ferro, 22% da terra agriculturável mundial, auto-suficiente em petróleo e detentor da tecnologia do etanol, maior rebanho de gado, exportador de carne e grãos. O mais surpreendente é que com as grandes oportunidades a cada 10 minutos nasce um novo milionário no Brasil. É um dos emergentes que mais tem atraído estrangeiros para investir no mercado local que muito necessita de recursos econômicos para atender a demanda em todas as áreas da sociedade. Deverá ser a quinta economia mundial até 2014 e quarta em 2020.

O Brasil em 2017

Devido a cada dez minutos nascer um novo milionário a nossa pátria terá em torno de 675 mil milionários, o maior entre os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). Deverá produzir muitos empreendedores com visão global, pois tem crescido assustadoramente o número de jovens que tem buscado anualmente o intercâmbio internacional. Hoje já são mais de 200.000 deles que tem saído do Brasil anualmente.

O tabu nas igrejas conservadoras.

A maioria dos líderes evangélicos são conservadores, apologistas da teologia da pobreza e distorcem sobre a realidade de que o trabalho árduo, com uma vida controlada economicamente, conduz a prosperidade. Isto tem levado que:

1. A maioria dos cristãos no Brasil está endividada. 85% dos brasileiros não têm nenhuma reserva financeira.

2. Não tem planejamento pessoal e familiar.

3. Não tem conhecimento do custo financeiro dos financiamentos feitos, isto é, os juros que estão embutidos nas prestações.

4. Não tem nenhum planejamento para o futuro. No Brasil o futuro de um aposentado é muito triste, pois o salário encurta e as despesas com saúde se multiplicam. Neste tempo é que as instituições financeiras se aproveitam desta sofrida classe trabalhadora abocanhando um pouco mais do baixo rendimento mensal que possuem oferecendo-lhes empréstimos abusivos que engordam suas contas já recheadas.

O que a bíblia ensina

As Escrituras tem um exemplo muito lindo do apóstolo Paulo que viu uma oportunidade histórica, quando estava em Atenas desenvolvendo um ministério de grande influência, na cidade estratégica comerciária de Corinto e para lá se dirigiu. A cidade de Corinto estava se preparando para receber esportistas do mundo conhecido da época para os jogos Ístmicos e sabia que os hotéis não tinham capacidade de receber um tão grande número de visitantes. Diante disso Paulo abriu uma empresa que confeccionava tendas para vender aos visitantes e com esse trabalho teve uma influência tão grande entre os moradores que levou o ministro da fazenda daquela cidade/estado a conhecer o amor de Cristo, além de levar algumas sacerdotisas também. Somente no Novo Testamento há 2084 versículos relacionados à administração, contabilidade, dinheiro e finanças, enquanto que sobre a fé há 215 textos e 218 são sobre a salvação. 16 das 38 parábolas proferidas por Jesus tratam de como lidar com dinheiro e posses. Será que isto é relevante ou não para os seguidores do livro sagrado?

A realidade missionária brasileira

O maior desafio é de que missões têm decrescido assustadoramente no meio da igreja brasileira. No final dos anos 80 havia um crescimento de 12,8% no envio de missionários e no início deste milênio a taxa de crescimento é de apenas 3,5%.

O quadro estatístico mostra que a média de investimento em missões transculturais por pessoa é de R$ 1.30 por ano, portanto menos do que o valor de um refrigerante. Nós temos mais de 150 tribos indígenas sem nenhum missionário evangélico e com mais de 300.000 igrejas em nossa pátria e mais de 50 milhões de evangélicos e com uma previsão de sermos mais de 100.000.000 em 2020 com aproximadamente 50% da população.

Exemplos na história

Temos um exemplo magnífico dos irmãos morávios que adotaram tal método e o resultado é que para cada 12 membros se sustentava um missionário. A família Grinberg, Verner e Emília, amantes de missões e que doaram o terreno da base em Monte Verde – MG, a Horizontes, doaram mais de 60 carros a pastores e missionários e isto numa época que era raro um pastor possuir um carro e mais de 60 propriedades a igrejas e missões. Eles também doaram dois aviões, um a Asas de Socorro para servir aos missionários e povos indígenas na Amazônia e outro para a Missão na Bolívia que trabalha entre os índios aioreos, além de que investiram em muitos missionários e pastores.

Exemplos extraordinários dos mórmons

Foi super interessante ouvir a entrevista dada na TV por David Neeleman, filho de missionários mórmons, nascido no Brasil e que voltou a nação após concluir o segundo grau para dar o seu tempo de dois anos como missionário. Vencido o tempo de ministério, retornou ao EUA. Após a graduação se dedicou a área empresarial e foi bem sucedido na empreitada. Com grande experiência na aviação civil e consciente de que o Brasil tem um grande potencial econômico, retornou mais uma vez e nesta oportunidade iniciou uma empresa com um avião e que teve um crescimento extraordinário. Assim, a Azul se tornou a terceira empresa no setor.

O mais impressionante foi o que disse: que o objetivo principal de se estabelecer no Brasil era com o alvo de disseminar a fé mórmon. Outro exemplo extraordinário é de Carlos Martins. Um adolescente que aos 17 anos foi para os Estados Unidos aperfeiçoar o inglês e entrou em contato com os métodos de ensino de idiomas do maior centro mórmon do país. A Brighan Young University, em Salt Lake City, no estado de Utah.

Depois de um tempo como missionário em Portugal e de outro período em Utah para fazer a faculdade de ciências da computação, Martins voltou ao Brasil no final dos anos 80, como executivo de uma empresa de papel e celulose, em Campinas.

Começou então a dar aulas particulares de inglês aos colegas de trabalho na sala de sua casa depois do expediente. Aos poucos, as turmas começaram a crescer, isto devido ao melhor método de ensino aperfeiçoado pelos mórmons que mais enviam jovens dos EUA ao mundo, isto devido à obrigatoriedade de cada um dar dois anos após a conclusão do segundo grau. Aos poucos, as turmas começaram a crescer. Sua mulher começou a dar aulas também e o período da noite ficou curto para atender a todos os alunos. Em 1987, contrariando os conselhos dos amigos, Martins decidiu deixar o emprego e abrir a Wizard, apesar da época turbulenta que a economia brasileira atravessava, marcada pela escalada dos preços e por uma série de planos econômicos que não deram certo.

Em 89, estimulado por uma franqueada de Mogi Mirim – São Paulo, que está na rede até hoje, Martins, decidiu incorporar o “Wizard”ao seu nome de batismo. Virou Carlos Martins Wizard. Ao longo de 20 anos, o professor de inglês foi dando lugar ao empresário, que se transformou o maior proprietário mundial de franquias de ensino.

Dono das franquias Wizard/Fisk/Microlins, e que no início da década passada deixou as empresas aos cuidados do filho para se dedicar ao plano estratégico de levá-la a expandir no Nordeste. Com o resultado do planejamento estratégico e da dedicação desses homens, em apenas seis anos a igreja dos santos dos últimos dias apresentou um crescimento fenomenal de 460% no número de membros.

Como isso é possível? Essa deve ser sua pergunta! Em 10 anos houve um crescimento de cerca de 89% no número dos evangélicos. Por quê tal diferença? A resposta é o exemplo estratégico de David Neeleman que criou uma fundação que proporcionou 7.000 bolsas de estudos a jovens brasileiros que tem grandes dificuldades de entrarem nas universidades.

Cultura de poupar

O brasileiro ainda não tem a cultura de poupar e com os milhões de cidadãos que tiveram mudança de classe social o consumismo aumentou tremendamente. O que temos visto é que nessa compra desenfreada não se pesquisa os juros que são abusivos e que as lojas se tornaram instituições de financiamento, pois os juros estão em torno de 6/8% mensais. Muitos compradores estão pagando dois produtos em apenas 17 meses quando poderia economizar e comprar a vista o produto em nove meses de economia. Infelizmente falta orientação administrativa financeira.

Brasil o país do empreendedorismo

A idéia de empreendedorismo no Brasil atinge 12 de cada 100 brasileiros. Esse número coloca o país em 13° no ranking da pesquisa GEM 2008 (Global Entrepreneurship Monitor), junto com mais 42 países em todo o mundo. No entanto no G-20, grupo que fazem parte importantes países industrializados e emergentes pelo mundo (representando 90% do PIB mundial e 80% do comércio internacional), o Brasil tem a 3ª melhor Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA), chegando ao surpreendente número de quase 15 milhões de habitantes. Para um país de dimensões continentais e uma população estimada em aproximadamente 190 milhões de habitantes, estaríamos próximos a ter 8% dos brasileiros como empreendedores. Será que isto pode servir de base para as igrejas desenvolverem cursos de empreendedorismo em seus edifícios?

Alguns casos de crescimento extraordinário

· Entre janeiro e junho, o número de passageiros no mercado doméstico brasileiro aumentou em 19%. No mundo, essa taxa foi de apenas 4%.

· O crédito do Brasil tem crescido rapidamente nos últimos anos, a um ritmo anual de dois dígitos. Cresceu acima de 20% nas últimas leituras.

· O Brasil registra a maior expansão aérea em 2011, superando China, Estados Unidos e Europa. Os dados são da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo). Entre janeiro e junho, o número de passageiros no mercado doméstico brasileiro aumentou em 19%.

· O uso de computadores no Brasil continua crescendo. Se no ano passado havia 78,2 milhões de computadores em uso no país, em 2011 o número chegou a 85 milhões.

· Os carros chefes da economia brasileira são o agronegócio e a construção civil e ainda tem muito que crescer. Um por causa da demanda da China e India por alimentos e o outro é que a demanda da construção vai ultrapassar os vinte milhões até o ando 2020.

Um exemplo relevante

Se considerarmos um investimento de R$ 500,00, mensais durante 125 meses, com o menor índice em investimento, na construção civil, teríamos um milhão de dólares. O investimento na construção está proporcionando entre 4% a 6% ao mês, menos que o cheque especial em torno de 9% e o cartão de crédito 14%. É hora de treinar os jovens cristãos brasileiros para serem empreendedores, generosos e amantes de missões, numa nação emergente e cheia de oportunidades.

Um desafio pode levar a uma oportunidade

Estabelecermos uma empresa na área de construção civil com 40 sócios e com uma capital onde a maioria dos missionários não tem condições de se associar. A empresa foi idealizada com a visão de que 10% dos recursos sejam destinados para a Missão.Devido a isso vários missionários vieram a nós e pediram se poderíamos fazer algo onde eles também pudessem participar. As pesquisas mostram que 53% dos missionários não têm uma previdência. Sabendo disso e que também o INSS nunca atenderá a demanda da necessidade deles na época da aposentadoria e diante disso estudamos as viabilidades e vimos um caminho a ser trilhado e que fosse acessível a quase todos os missionários transculturais.

Uma oportunidade histórica

Em janeiro de 2010 vários missionários se reuniram nas dependências do Instituto Canzion em São Paulo para abrir a empresa VFormation e por um ano trabalhamos para abri-la no estado de Minas Gerais e em vão, pois era algo novo o projeto na JUCEMG.

No final deste 2011 reiniciamos o processo em Bragança Paulista e a empresa foi aberta com 80 cotas no valor de R$ 25.000,00 cada, mas com 125 mensalidades fixas de apenas R$ 200.00 mensais. 10% do lucro também será investido na Missão. Para ver este empresa entrando em empreendimentos grandes para aproveitar as mega oportunidades nas áreas da construção civil, loteamentos, investimentos em galpões, hotéis, reflorestamento, foi que planejamos ter o objetivo de alcançar 1000 cotas e por isso abrimos para outros que querem se juntar aos missionários e os que se interessar saber mais detalhes pode consultar o site.

Business as Mission

Este é um tipo de negócio diferenciado e conhecido mundialmente no mundo de missões como Business as Mission. Os irmãos morávios e a missão de Basiléia enviaram muitos missionários ao desenvolveram tais ministérios. A Horizontes tem um livro produzido pela Editora Descoberta Força Empresarial que traz tais experiências em detalhes e que pode muito ajudar os líderes a terem uma visão ampliada do reino.

Cuidando dos negócios do reino até que ele volte.

David Botelho

Fonte: E-mail enviado para o Sandro Gomes via IG


No serviço do Mestre, pastor Sandro Gomes. www.prsandrogomes.com.br








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David Botelho


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