quarta-feira, 22 de maio de 2013

A Família Cristã no Século XXI - Divórcio



Por Eliseu Antonio Gomes

A Lei de Moisés permitia que o marido israelita repudiasse sua mulher, mas os motivos pelos quais ele podia tomar tal deliberação tinha algumas restrições:

As vítimas de violência sexual e o divórcio na Lei de Moisés

Na cultura judaica, a reputação arruinada de uma virgem era pior que o estupro. O estuprador israelita era obrigado a pagar o dote ao pai da vítima, o mesmo valor que ele receberia quando ela se cassasse em cerimônia convencional, e depois de casado dar-lhe a proteção do casamento sem a possibilidade de divórcio, sendo obrigado a cuidar da vítima e das crianças resultantes dessa união. A obrigação de casar-se com a vítima estuprada garantia a ela não ficar solteira, rejeitada por não ter a virgindade, e também servia como meio de desmotivar o sexo sem compromisso conjugal (Deuteronômio 22.19, 29; 24. 1-4).

Divórcio e novo casamento no Código Mosaico

Eram tidos como problemas graves na sociedade israelita a mulher ser incapaz de gerar filhos, possuir defeito físico, fluxo irregular de sangue durante a menstruação, proceder com descuido durante o período menstrual e no descuido outras pessoas ter contato com o sangue. A pessoa que tivesse contato era considerada cerimonialmente impura, o que impelia a todos a exigir cuidados redobrados   (Levíticos 15.19, 27).

Se um israelita casasse com uma mulher com este perfil poderia assinar um documento de divórcio e mandá-la embora´de casa. E se depois de divorciada essa mulher viesse a se casar com outro israelita e neste segundo casamento ela ficasse viúva ou outra vez ela se tornasse divorciada, o primeiro marido era impedido de reatar laços matrimoniais com a ex-esposa

Nestes casos, entre os judeus não era errado a mulher casar outra vez. A mulher israelita divorciada de dois maridos  não tinha impedimento algum para casar-se novamente, desde que não fosse com seu primeiro marido (Deuteronômio 24.1-2). O veto ao primeiro marido era uma maneira de coibir aos homens agirem impetuosamente contra suas esposas e de proteger a reputação das mulheres, que poderia ser vista com alguém imoral e de más intenções.

Divórcio e novo casamento na perspectiva de Jesus

Sobre a questão do divórcio, o ensino de Jesus está registrado em Mateus 5.31-32; Marcos 10.2-12; e Lucas 16.18. Jesus reconheceu que em caso de adultério o divórcio possa ser uma triste medida necessária em caso do cônjuge adúltero ter coração endurecido e não se arrepender de sua infidelidade e manter-se infiel, ou de a parte ofendida ter seu coração endurecido e não ser capaz de perdoar o cônjuge adúltero que se arrependeu e se dispõe a voltar a dedicar-se de maneira correta ao laço conjugal.

Jesus deixou claro reprovar a atitude masculina de desprezar a mulher simplesmente por desagradá-lo, mostrou que não era de acordo com a pouca proteção legal que tinham elas. Lembrou aos judeus que o divórcio é contrário à vontade de Deus, sendo o objetivo divino que o matrimônio perdure por toda a vida. 

Aos rabis que procuraram Jesus preocupados apenas com a letra da Lei, perguntando sobre divórcio e nova casamento, disse-lhes: "Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera, e aquele que casar-se com a repudiada comete adultério" - Mateus 5.32. A resposta esclarece a necessidade de se entender o  propósito da Lei e o plano original de Deus acerca do casamento para a raça humana: um homem e uma mulher casados por toda a vida. A intenção do Senhor permanece inalterada ao passar dos anos, não pode ser ignorada por circunstâncias banais, como por exemplo um lapso quanto ao asseio físico individual feminino, a doença, a infertilidade, o ronco durante a noite, o envelhecimento (Lucas 16.16-18).
O divórcio e o novo casamento pela perspectiva do apóstolo Paulo

Paulo, em 1 Coríntios 6.18, abordando as relações sexuais ilícitas nos faz entender que  o adultério, espiritualmente, não é um pecado pior do que outros. Porém, produz um bojo de questões ao casamento que os outros pecados não... (continue a leitura acessando o texto na fonte: Belverede).
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Eliseu Antonio Gomes
Equipe UBE Blogs

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Hipocrisia e mortes na Somália

Posted: 17 May 2013 07:37 AM PDT

A Inglaterra acaba de dar mais um exemplo daquilo que é a hipocrisia assassina que, na Somália, tem ceifado a vida a muitos milhares de pessoas, ao emitir uma nota de reconhecimento pelo esforço que o governo somali tem estado a fazer para combater as milícias islâmicas, não dedicando sequer uma linha à catástrofe humanitária registada no país e que resulta da morte por fome de uma parte muito significativa da população.
Numa conferência de doadores realizada em Londres e na qual participaram delegações de mais de 50 países e ainda das Nações Unidas, União Africana e Fundo Monetário Internacional (FMI), o Presidente Hassan Sheik Mohamud apelou uma vez mais à ajuda, ao investimento e à protecção.
Este seu apelo, como os muitos outros que anteriormente fez em situações semelhantes, teve um impacto muito reduzido na grande imprensa internacional que optou por notícias sobre a posição do país anfitrião do encontro de aplaudir os esforços feitos pelo governo da Somália para travar os avanços das milícias islâmicas e para tentar instalar a ordem em toda a extensão territorial do extenso país.
Sobre a catástrofe humanitária que se acentua à medida que aumenta a indiferença internacional, nem uma única palavra, como se nada se estivesse a passar e as vidas de milhares de pessoas fosse uma mera retórica. Mas a verdade é que de retórica isso nada tem.
Segundo dados divulgados por diferentes organizações internacionais, entre 2010 e 2012 morreram na Somália 260 mil pessoas, metade das quais crianças com menos de cinco anos de idade. A União Africana e as Nações Unidas, verdade se diga, não tem poupado esforços no sentido de tentar denunciar a situação, mas as suas palavras perdem-se nos labirintos onde se movimenta a diplomacia internacional que, de há muito, traçou as suas prioridades. E essas prioridades passam, claramente, pelo esforço de combate às milícias islâmicas que pululam naquela região do continente africano de modo a que a sua influência não se estenda para os países vizinhos.
Ao fazerem da Somália uma linha da frente contra o terrorismo islâmico, as grandes potências internacionais deveriam ter também em atenção a necessidade de reforçar o seu apoio ao governo no sentido de travar a catástrofe humanitária que se acentua a cada dia que passa.
E, não o fazendo, estão a entregar de “mão beijada” a essas milícias o importante apoio local que encontram junto das populações que, despojadas de tudo, ficam mais vulneráveis às influencias religiosas que sobre si são exercidas, passando dessa forma a ser uma fácil fonte de recrutamento. O governo de Hassan Mohamud faz o que pode para se segurar no poder, mas depende, para tudo, do apoio que as potências internacionais lhe quiserem dispensar, competindo-lhe tentar executar as pressões vindas do exterior e que, muito raramente, são destinadas a resolver os verdadeiros problemas do povo.
Esses problemas, como é bom de ver, passam pela criação de condições que permitam à população ter a esperança de, no mínimo, conseguir sobreviver à fome e às epidemias, só depois se preocupando com a questão religiosa.As reuniões de doadores que periodicamente se realizam com o pretexto de se conseguir ajuda para a Somália raramente cumprem com os objectivos traçados. Umas das vezes são os países participantes que não honram os compromissos assumidos em termos de disponibilização de verbas e outras são os posteriores descaminhos que são dados aos fundos apurados e que são geridos por diferentes organizações internacionais.Toda a gente sabe que assim é, mas o que é grave é que ninguém faz nada para alterar o que quer que seja. Segundo as estatísticas, durante o período de tempo em que decorreu mais esta reunião de doadores, num dos melhores hotéis de Londres, terão morrido na Somália mais de uma centena de crianças com menos de cinco anos de idade.
A comunidade internacional tem de encontrar uma solução para este grave problema. Trata-se de uma questão humanitária, mas também de opção politica, pois será essa a única forma de se evitar a progressão do radicalismo islâmico na região.
Condenar à fome e à morte centenas de milhares de pessoas pelo simples facto de terem tido a desgraça de terem nascido numa região desprovida de tudo é o que melhor serve os desígnios daqueles que apostam no desespero humano para imporem os seus ideiais bélicos e atentatórios da liberdade. Não pode a hipocrisia política sobrepor-se aos mais elementares valores que dignificam a vida humana, sob pena de se estar a assistir a uma completa e criminosa táctica de extermínio.
Por Roger Godwin
Posted: 17 May 2013 07:33 AM PDT
O PRESIDENTE da República, Armando Guebuza, exortou ontem, a todos os moçambicanos, a associarem-se, com entusiasmo e sentido de pertença, aos programas alusivos ao Jubileu de Ouro da Unidade Africana, que se celebra no próximo dia 25, insistindo na necessidade de auto-estima e cultura de trabalho e da paz para a libertação económica do continente.



Maputo, Sexta-Feira, 17 de Maio de 2013:: Notícias
 
Para o Presidente da República, “África está bem posicionada para desenvolver soluções inovadoras para os desafios que enfrenta. Temos uma rica história de vitórias, honras e glórias e recursos para nos reinventarmos para continuarmos a construir a nossa prosperidade e bem-estar. “Exortamos a todos os moçambicanos, do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo, e no estrangeiro, a associarem-se, com entusiasmo e sentido de pertença a esta bela Mãe-África, aos programas alusivos ao Jubileu de Ouro da Unidade Africana. Esta é uma oportunidade para nos curvarmos perante a clarividência dos fundadores da nossa organização continental e perante a sua persistência na realização da visão de uma África livre e independente. Em sua homenagem devemos, hoje, continuar a lutar pela libertação económica da nossa Mãe-África, com as comunidades económicas regionais a desempenharem o seu papel e a consolidarem o ambiente onde impera a auto-estima, a cultura de trabalho e a paz”, concluiu o chefe de Estado moçambicano.
“Esta é uma oportunidade para nos curvarmos perante a clarividência dos fundadores da nossa organização continental e perante a sua persistência na realização da visão de uma África livre e independente”, destacou o chefe de Estado moçambicano, numa exortação divulgada em Maputo, por ocasião da efeméride.
Depois de lembrar que no próximo dia 25 de Maio celebramos as Bodas de Ouro da UA, o Presidente Armando Guebuza refere que estas celebrações se realizam sob o lema Pan-africanismo e Renascimento Africano, duas emblemáticas expressões da solidariedade africana e da luta pelo resgate da nossa dignidade, liberdade e independência.
“À volta deste lema celebremos pois, os nossos valores e as matrizes identitárias para continuarmos a unir o passado e o presente para que, com orgulho, sejam apropriados pelas gerações vindouras”, disse Guebuza, recordando que “inspirados no Pan-africanismo e no Renascimento Africano, os melhores filhos de África, entre eles, Julius Nyerere, Ben Bella, Gamal Nasser, Hailé Selassié, Houphouet Boigny, Leopold Senghor, Nkwame Nkrumah, Modibo Keita e Sekou Touré inauguraram, a 25 de Maio de 1963, uma nova era da unidade africana ao fundar a Organização da Unidade Africana”.
“Foi igualmente no contexto destes valores nobres que fixaram a descolonização da nossa Mãe-África como objectivo primordial da nossa organização continental”, insistiu.
Para o Chefe do Estado, volvidas cinco décadas, a quase totalidade do nosso continente libertou-se da colonização e edificou pilares sólidos para o Exercício da democracia multipartidária, boa governação e do Estado de direito e “registamos igualmente progressos na área social e económica e na fasquia que o nosso continente alcançou na agenda internacional de paz, segurança e desenvolvimento”.
“Preocupam-nos, contudo, os desafios que nos são colocados em várias áreas com destaque para infra-estruturas e diferentes manifestações da pobreza. Preocupa-nos ainda o ressurgimento do fenómeno de mudanças inconstitucionais de Governo, uma ameaça aos ganhos alcançados ao longo destas cinco décadas”, deplorou o estadista moçambicano, para quem, face a esta tendência “temos estado a reforçar a nossa capacidade de resposta no quadro da Arquitectura Africana de Paz e Segurança e a consolidar os ganhos no contexto do Mecanismo Africano de Revisão de Pares”.

Fonte: http://www.jornalnoticias.co.mz
Posted: 17 May 2013 07:31 AM PDT

A IMPORTAÇÃO de produtos frescos de origem vegetal (hortícolas e frutas) entre a África do Sul e Moçambique está sob fortes medidas de vigilância fitossanitária, depois de algumas áreas da província do Limpopo e Mpumalanga, na RAS, terem notificado em Janeiro último a ocorrência da “batrocerra Invadens”, a conhecida mosca da fruta.




Na sequência, as autoridades fitossanitárias de Moçambique intensificaram a vigilância nas fronteiras, que inclui a imposição da observância do Regulamento de Inspecção Fitossanitária e de Quarentena Vegetal para todos os importadores para evitar que a zona sul do nosso país seja afectada.
A situação está a criar já um mal-estar, com os importadores informais a contestarem esta imposição, que a consideram prejudicial aos seus negócios.
Serafima Mangana, coordenadora nacional do Programa da Mosca da Fruta, disse à nossa Reportagem que o cumprimento do regulamento é obrigatório, só que acontece que a inspecção montada na fronteira tem tido alguns problemas com os importadores informais que se apresentam na fronteira sem o certificado fitossanitário sul-africano.
A maioria dos importadores informais de produtos vegetais (hortícolas e fruta) recorre a importações a partir das províncias do Limpopo e de Mpumalanga, que são mais próximas da fronteira com Moçambique.
“Não temos problemas com os grandes importadores, só com os informais, que não cumprem o regulamento”, indicou.
Neste contexto, está aprazada para a próxima semana mais uma reunião com os importadores informais, na qual se espera sejam esclarecidas as motivações das autoridades e uma colaboração da parte deste grupo para a necessidade de observância das normas.
No âmbito da troca sistemática de informação entre as autoridades sanitárias sul-africanas e moçambicanas, as duas partes concordaram que não será passado certificado fitossanitário a produtos provenientes de áreas afectadas na África do Sul.
De acordo com as normas, a importação de produtos vegetais (hortícolas e frutas inclusas) carece da emissão de uma licença de importação fitossanitária e no regresso o importador deve ser portador de um certificado fitossanitário que dá conta que o produto é proveniente de uma área sem praga nem doenças.
“Sempre exigimos o cumprimento destas normas e a notificação da existência da mosca da fruta naquela região é mais uma razão para impormos a observância do regulamento”, indicou Mangana.
A lista dos produtos hospedeiros da mosca da fruta inclui a manga, citrinos, goiaba, abacate, papaia, banana, tomate, abóbora, melão, melancia, anona e várias espécies nativas.
A preocupação das autoridades prende-se, sobretudo, com o impacto para as exportações a partir do sul do país caso se registe a ocorrência da mosca da fruta nesta região. Por isso mesmo os esforços são no sentido de controlar a movimentação daqueles produtos para o nosso país a partir da África do Sul.
Mesmo no interior da África do Sul estão a ser observadas medidas de quarentena doméstica desde a notificação dos primeiros casos de “mosca da fruta” na fronteira com o Zimbabwe e Botswana em 2010.
Ao nível do nosso país estão a ser implementadas desde 2008 medidas de quarentena doméstica sobre a circulação de produtos hospedeiros das zonas afectadas no centro e no norte para as ainda livres da praga no sul.

Fonte: http://www.jornalnoticias.co.mz    - email enviado pelo PIEIA