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sábado, 22 de dezembro de 2012

União Europeia rumo a governo mundial

ATÉ 2014, PRESIDENTE ELEITO, EXÉRCITO ÚNICO E MAIS  PODER PARA O PARLAMENTO

Na segunda semana de setembro, José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, definiu meados de 2014 com  a data para transformação definitiva da União Europeia em uma "federação de Estados-nação", proposta que encontra resistência hoje somente na Grã-Bretanha, onde membros do Partido Conservador, que está atualmente no poder, fazem  oposição. Essa oposição, na verdade, vem desde os anos de 1980, quando a primeira-ministra Margareth Thatcher se opôs ao ingresso total da Grã-Bretanha na União Europeia.

Em 22 de setembro, um grupo de trabalho da União Europeia, liderado pela Alemanha, apresentou as propostas a serem efetivadas até 2014.  São elas: a eleição do presidente da União Europeia, a criação de ministérios pan-europeus, o fim do poder de veto da Grã-Bretanha sobre decisões de política exterior, o aumento do poder do Parlamento Europeu e a formação do exército único da Europa.

No entanto, após a má repercussão da notícia na Inglaterra, Guido Westerwelle, ministro alemão das Relações Exteriores, que liderou o grupo de trabalho, tentou acalmar os ânimos ingleses dizendo que tratava-se apenas de "uma lista de desejos que não representava ainda a política oficial da União Europeia". No entanto, assessores do primeiro-ministro inglês David Cameron afirmaram ao jornal britânico "The Telegraph" que a reunião de cúpula de dezembro da União Europeia, a ser realizada em Bruxelas, poderá ser "uma emboscada" para os ingleses "com tentativas de alguns governos para forçar a aprovação da agenda pró-federalista".

Os britânicos que apoiam a visão europeia federalista, como os seguidores do Partido Trabalhista inglês, defendem a adesão da Grã-Bretanha alegando que "os britânicos não podem ficar isolados na Europa". os conservadores, por sua vez, afirmam que essa adesão total significará a imposição de uma série de regras restritivas que eliminarão significativamente a soberania do seu país. Ou seja, o primeiro-ministro David Cameron está recebendo pressões de todos os lados, de dentro e de fora do país, e, ao que tudo indica, está disposto a romper com o pensamento do seu partido e ceder à pressão europeia.  No ano passado, porém, Cameron sofreu duro gope quando 81 deputados conservadores se rebelaram contra o governo em uma votação para aprovar a realização de um referendo sobre a adesão da Grã-Bretanha à União Europeia.  A proposta perdeu, mas Cameron ainda sonha em colocá-la novamente em votação.

Fonte: Mensageiro da Paz, p.13, novembro de 2012

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