domingo, 18 de dezembro de 2011

A REALIDADE DO INFERNO - Por Sandro Gomes




Durante a leitura da revista Cristianismo Hoje do mês de outubro/novembro/2011 , deparei-me com uma frase que me deixou perplexo com a ousadia do Zeca Pagodinho, cantor e compositor brasileiro. Ele declarou a frase citada abaixo no quadro O QUE VI DA VIDA , do programa Fantástico , da TV Globo:

" Não acredito que o inferno seja tão ruim assim, não. Pra mim ficar no céu com duas asinhas e uma harpinha na mão... Nesse caso, eu prefiro até descer. O inferninho é legal".

Antes de transcrever um comentário acerca da realidade do inferno, quero declarar que segundo os astrônomos o nosso planeta Terra cabe 49 vezes na lua, que por sua vez comporta 1.300,000 vezes no sol. Como sou criaciacionista, creio que este universo não surgiu aleatoriamente, mas foi formado pelas mãos do Criador - Deus e Senhor dos céus e da terra. Quero ainda ressaltar que o Céu dos céus, que é o 3º céu, não é um lugar inócuo, sem "graça", entretanto, cheio de glória e magestade. Quem vai pra lá entra em um gozo inefável e não precisa de cerveja para estar em paz com Deus. Caro Zeca, em contrapartida, o inferno não é uma ficção, ideia de teólogos, mas um lugar real que recebe todos aqueles que deixam a "vida lhe levarem" para o caminho da perdição eterna. Espero que o caro pagodeiro reveja seus conceitos acerca da eternidade, pois nossa vida aqui na terra é como um vapor que passa. E a Palavra do Eterno Deus é bem clara:

"Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma vez e depois disso enfrentar o juízo"(Hebreus 9.27). NVI

Vejamos portanto o comentário de D. James Kennedy acerca do tema em foco:

Alguns indivíduos parecem viver sob a ilusão de que o inferno evaporou, ou pelos menos que todas pessoas inteligentes deixaram de crer na existência dele. O grande teólogo de Prínceton. A.A. Hodge comenta: "O Velho Testamento estava nas mãos dos judeus, séculos antes da vinda de Cristo. Eles entendiam que essas Escrituras ensinavam que os ímpios sofreriam para sempre". O historiador Josefo diz que assim também criam os fariseus do seu tempo. Como cristãos, temos as Escrituras já quase por vinte séculos. Podemos verificar que "os grandes pais da igreja, os reformadores, e as igreja históricas, com suas revisões críticas e traduções das Escrituras Sagradas, suas liturgias e hinos, todos os teólogos evangélicos eruditos, com suas gramáticas, dicionários comentários e sistemas clássicos, têm concordado unanimamente quanto à compreensão do ensino da Bíblia a respeito da eternidade, sofrimentos futuros daqueles que morrem sem arrependimento."

Joseph Stiles observa que as leis da natureza exigem que haja inferno: "Pense no pecador mais vil sobre a face da terra. Através da morte, num instante, passe-o para o céu: com todas as suas paixões, mentiras, ódio e coração perverso. Ele poderia estar feliz ali? Este coração ímpio sente, e deve sentir sempre, a mais profunda aversão a tudo aquilo que existe e acontece, no céu."

Vemos ainda um outro argumento na vida de Jesus Cristo e no seu caráter. Cristo, que veio manso e humilde para nos salvar da dor e do sofrimento, falou mais acerca do inferno do que qualquer outra pessoa na Bíblia (Ler Is 33.14; Sl 49.19;Mc 9.44).

A Bíblia diz que se os efeitos de nossos pecados são eternos, então a punição para os nossos pecados também será eterna. A principal razão para se crer no inferno é porque Jesus Cristo declarou sua existência (Ler Mt 25.41-46;Lc 16.23;Mc 9.46).

A Palavra hebraica usada no Velho Testamento para eterno é olam, com derivados e cognatos. No Novo Testamento, a palavra paralela é o vocábulo grego aiwnios, e todos os seus diversos cognatos, derivados de aei, que significa sempre. Um autor declara que todas as palavras usadas no grego e no hebraico, para se referir à eternidade de Deus e à eternidade das bençãos, dos redimidos no céu são usadas também para descrever a eternidade dos sofrimentos dos perdidos no inferno. (Em 1986 numerosos cientístas relataram sobre mais de 500 pessoas que foram declaradas mortas clinicamente e foram ressuscitadas. O que isso significa nós não sabemos completamente, mas o essas pessoas dizem ao voltar à vida convence os cientístas de que existe vida depois da morte.)

Eu creio no inferno, não porque Jesus ensinou a respeito dele, mas também porque o experimentou. - D. James Kennedy


Nota: Por que creio - D.J.Kennedy, 3ª ed. Rio de Janeiro:JUERP, 1988.


No serviço do Mestre, pastor Sandro Gomes, e-mail: prsandrogomes@ig.com.br






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